Entendo arte como veículo emotivo, reflexo do sentimento, da ideologia e da personalidade. Através da arte, exponho meu amor à natureza e meu desejo pela sua preservação. Este amor transparece tanto nas formas orgânicas quantonas cores vibrantes ou nos materiais utilizados. Não me canso de representar a fauna e a flora. Reciclar e usar matérias naturais têm, portanto, a sua pertinência.
Também me vejo como um incansável investigador - o estímulo para a renovação ou reinvenção vem da minha crença de que não há limite para a arte, seja na técnica, seja na linguagem. Acredito na existência de um universo a ser explorado nessa abordagem.
Outra premissa que me conduz é interligar todas as formas de arte. Também música, teatro, cinema, dança e literatura são fontes de inspiração e renovação. E isso é sempre muito gratificante e desafiador. Provavelmente, por causa da minha formação e atuação na arquitetura, a preocupação com o contexto em que obra se insere é sempre uma constante. Boa parte da minha produção tem local de instalação definido. Então, procuro harmonizá-la com o meio. A idéia é fazer parecer que a obra sempre esteve lá.
A busca do belo é outro fator marcante. Isso é inerente à minha formação arquitetônica que preza o bem estar das pessoas.
Em seguida, vem o meu apreço pelo acabamento, a qualidade física das obras. Meus trabalhos são feitos para resistir ao tempo. É uma pretensa forma de me imortalizar.
No que se refere especificamente à arquitetura, amplio esses conceitos incluindo a funcionalidade vez que as soluções devem práticas e duráveis; a identidade do projeto com o cliente; o respeito ao patrimônio histórico; a utilização de materiais alternativos; a parceria com a natureza sempre buscando a insolação e a ventilação favoráveis e a preservação do meio ambiente que a inclui. A utilização de mosaicos em meus projetos é a minha assinatura visível, a minha marca, uma das coisas que mais me diferencia.
Rico Araújo